HIPOPLASIA DO ESMALTE DE NATUREZA AMBIENTAL

Certos problemas sistêmicos podem afetar os ameloblastos e causar hipoplasia do esmalte de maior magnitude do que a vista na hipoplasia de Turner. Os dentes afetados podem apresentar sulcos ou cavidades, assim como a ausência total ou parcial do esmalte. Nos dentes decíduos, o padrão mais comum é uma fissura horizontal posicionada no nível da coroa que se formou no momento do trauma. Na dentição permanente, um dos padrões mais freqüentes apresenta-se como áreas de opacidade, cavidades alinhadas horizontalmente ou defeitos lineares presentes nos dentes anteriores e primeiros molares. Esses dentes são formados no primeiro ano de vida; se os ameloblastos são afetados, a hipoplasia ou hipomaturação apresentam-se no esmalte que estava se formando naquele momento. O dano é bilateralmente simétrico e se correlaciona bem com o padrão de desenvolvimento do dente envolvido. Menos freqüentes, alterações similares do esmalte podem estar presentes nos pré-molares e segundos molares, se o evento estimulador ocorre por volta dos três anos de idade. Muitos fatores são fortemente associados à alteração do esmalte de natureza ambiental; mesmo antes do nascimento, alguns fatores podem ser associados à prevalência aumentada da condição, entre os quais história de mães fumantes, obesidade pré-gestacional e cuidados pré-natais inadequados. Prematuridade, baixo peso ao nascimento e intubação prolongada do bebê também são relacionados. Após o nascimento, infecções (especialmente as doenças exantematosas), má nutrição, doenças cardíacas congênitas e desordens renais, hipocalcemia, hiperbilirrubinemia, exposições significativas à tetraciclina, terapia antineoplásica ou excesso de flúor podem levar à hipoplasia do esmalte. O tratamento consiste em reparar os dentes alterados com resinas estéticas, até que completem totalmente sua erupção, e depois, avaliar se restaurações adicionais são necessárias por razões estéticas e funcionais.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 19h41
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GRANULOMA PIOGÊNICO

O granuloma piogênico na cavidade bucal é um crescimento reacional relativamente comum, semelhante a um tumor que ocorre como resultado de uma irritação local. Ele pode ocorrer em qualquer idade, mas parece ser bem mais freqüente em adolescentes e adultos jovens. O granuloma piogênico pode, também, desenvolver-se em qualquer local da cavidade oral, porém a gengiva é o sítio mais comum. Clinicamente, ele apresenta-se como massa tecidual pedunculada ou séssil que varia, em tamanho, desde uns poucos milímetros até diversos centímetros em determinados casos. A massa é, caracteristicamente, vermelha e altamente vascularizada, mostrando tendência a sangramento em alguns casos. A superfície epitelial normalmente encontra-se ulcerada, mas a lesão é geralmente indolor. Algumas vezes, a massa tecidual exibe crescimento rápido, podendo ser alarmante clinicamente. O granuloma piogênico é mais comum em mulheres do que em homens, especialmente durante a gravidez, presumivelmente por causa de uma exacerbada resposta tecidual diante das alterações hormonais. Tem sido, algumas vezes, chamado "tumor da gravidez" ou "granuloma gravidarum", mas é, clínica e histopatologicamente, idêntico às lesões de mulheres não-gestantes. O tratamento para o granuloma piogênico consiste na excisão cirúrgica local. Para as lesões gengivais, é desejável que se excise a lesão abaixo do periósteo e realize raspagem dos dentes adjacentes, para remover algum cálculo e placa que possam ser fontes de irritação. A recorrência é, ocasionalmente, observada. Quando não-removidos, alguns granulomas piogênicos sofrem, eventualmente, maturação fibrosa e lembram um fibroma. Para mulheres gestantes, é geralmente indicado esperar até o parto antes da remoção cirúrgica, em virtude de uma grande tendência à recorrência da lesão durante a gravidez. Em alguns casos, a lesão regride espontaneamente após a paciente ter parido.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 11h47
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NEOPLASMAS METASTÁTICOS

Os cânceres metastáticos na cavidade oral derivam de outros cânceres, localizados em sítios primários distantes, disseminados por via hematogênica. Acredita-se que isso ocorra através de um grupamento de veias paravertebrais, chamado plexo de Batson, que permitiria que as células cancerosas se desviassem dos pulmões e prosseguissem pelo sistema arterial. A maioria das pessoas com metástase intra-oral tem idade mais avançada, porém a metástase pode ocorrer em cânceres de crianças e de adultos jovens. Quase todo tipo de câncer, como os sarcomas, pode ocasionar metástase oral, contudo os tipos de carcinoma mais comumente relacionados são o dos pulmões, o da mama, o do cólon e o da próstata. As metástases orais são expressas de várias maneiras. A apresentação mais comum é a de uma lesão destrutiva com seu contorno maldefinido, na região posterior da mandíbula. Pode haver fratura patológica. Os dentes poderão ser perdidos, se o osso alveolar for envolvido, e a doença metastática pode simular uma inflamação periodontal com perda óssea. O processo pode, ocasionalmente, causar extrusão dentária. Alguns tipos de câncer, como o da mama, o da próstata, o da tireóide e o dos pulmões, podem induzir a uma neoformação óssea, conferindo à lesão um aspecto misto radiotransparente/radiopaco. O paciente pode, ainda, queixar-se de parestesia e dor no lábio inferior: em alguns casos, a dor pode ser o sintoma inicial, sem que haja alteração no exame radiográfico odontológico. Pode ou não ocorrer tumefação. A maxila é muito menos envolvida, mas os sinais e sintomas podem ser os mesmos. Extrações dentárias em uma área envolvida insuspeita podem resultar na proliferação do tumor para fora do alvéolo. O envolvimento dos tecidos moles pode, também, ocorrer. A gengiva e a mucosa alveolar são os sítios de tecidos moles mais comuns, seguidos da língua. Nessas áreas, as lesões freqüentemente surgem muito semelhantes a uma lesão reacional, como o granuloma piogênico. A metástase para a boca pode ser o primeiro sinal indicativo de câncer, sem que o paciente saiba a respeito da existência do tumor primário. O prognóstico é ruim, porque a metástase é uma indicação da disseminação da doença.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h22
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QUEILOSE ACTÍNICA (CERATOSE ACTÍNICA DO LÁBIO)

A queilose actínica é uma alteração da mucosa labial que, microscopicamente, varia de uma hiperceratose com degeneração do tecido conjuntivo superficial até níveis significativos de displasia epitelial. Desenvolve-se, com mais freqüência, em pessoas de pele clara e que tenham sido expostas à radiação ultravioleta por um longo prazo. Existe analogia com a ceratose actínica da pele, e a importância disso é o potencial de evolução para um carcinoma das células escamosas. Esse processo ocorre lentamente, sendo visto em adultos. As alterações iniciais consistem em palidez e perda da definição precisa entre a mucosa e a pele do lábio. À medida que o processo evolui, a mucosa vai tornando-se eritematosa, e, eventualmente, discretas áreas esbranquiçadas e avermelhadas podem ser observadas. Areas espessadas podem-se tornar escamosas. As ulcerações podem ser formadas espontaneamente ou como resultado de trauma, podendo evoluir para um carcinoma das células escamosas. O tratamento vai depender tanto da extensão das alterações clínicas quanto das microscópicas. As alterações iniciais são freqüentemente identificáveis, e um protetor solar é usado para atenuar ou paralisar o processo. Entretanto, existindo lesão celular, ela provavelmente será permanente. O critério de quando realizar uma biópsia não é bem-definido, mas a biópsia deve ser realizada tão logo discretas alterações estejam presentes. Mesmo alterações clínicas sutis podem conter um carcinoma das células escamosas. O tratamento inclui excisão cirúrgica, criocirurgia, cirurgia com laser de dióxido de carbono e utilização tópica de agentes quimioterápicos para câncer, como o 5-fluorouracil. A presença de um carcinoma das células escamosas modifica a terapia.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 12h41
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FIBROSE SUBMUCOSA ORAL

A fibrose submucosa oral é uma desordem crônica, inflamatória, progressiva, sendo associada ao contato crônico da mucosa oral com condimentos picantes e com o hábito de mascar bétel, uma combinação de noz-de-areca, cal apagada e que pode conter, ainda, ervas nativas e tabaco. A mistura final parece ser o agente etiológico principal. A predisposição genética também pode ter o seu papel A referida condição foi vista, inicialmente, em pessoas da índia e Sudeste asiático, onde o consurr das citadas substâncias é comum. Existe uma predileção pelo sexo feminino, e o consumo do bétel pode iniciar-se ainda na infância As localizações comuns envolvem a mucosa jugal, os lábios e o palato mole. Ocasionalmente, a língua e a faringe podem ser acometidas. A mucosa torna-se inflamada, e ulcerações e vesículas podem-se desenvolver. Com o contato continuado, o tecido apresenta-se manchado, e áreas de ceratinização podem ocorrer. Os pacientes podem-se queixar de uma sensação de queimação, dor e xerostomia. Com o uso continuado, o tecido conjuntivo nos sítios expostos torna-se fibrótico e com aspecto cicatricial, ocorrendo, também, uma limitação da movimentação desses tecidos, o que reduz a capacidade de abrir a boca. Os dentes podem apresentar manchas devido à folha de bétel (ver Fig. 2.17). Os danos aos tecidos parecem ser permanentes mesmo após a interrupção do consumo dos referidos agentes. O tratamento consiste na clivagem cirúrgica dos feixes fibrosos com a remoção da áreas com aspecto de cicatrizes, aplicação de corticosteróides intralesionais e sistêmicos, para impedir o processo inflamatório e a formação de cicatrizes, bem como a aplicação intralesional de enzimas proteolíticas, a fim de tratar a fibrose. As pessoas que possuem essa condição apresentam maior prevalência de carcinoma das células escamosas.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h14
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ESTOMATITE NICOTÍNICA

A estomatite nicotínica é um espessamento benigno da mucosa oral tipicamente associado ao fumo. Normalmente é encontrada em fumantes de cachimbo, mas também pode-se desenvolver em fumantes de cigarro e charuto. Também pode ocorrer em pessoas que usualmente ingerem bebidas muito quentes e não consomem nenhuma forma de tabaco. As alterações desenvolvem-se tipicamente as no palat0 duro e no Palat0 mole mas raramente ocorrem no trígono retromolar e na região posterior da mucosa jugal. O seu aspecto típico é a presença de múltiplas pápulas circulares esbranquiçadas, com o centro vermelho e que pode estar ligeiramente deprimido. As porções eritematosas constituem os orifícios dilatados do dueto das glândulas salivares que estão inflamados e apresentando metaplasia escamosa. A área esbranquiçada circundante representa hiperceratose. Os nódulos são inicialmente separados por uma mucosa normal, mas esses nódulos coalescem, resultando em uma área brancacenta difusa com pontos eritematosos disseminados. As alterações podem-se estender à gengiva, na qual o tecido pode apresentar-se espesso e esbranquiçado. A ceratose pode ser lisa ou fissurada. No mundo ocidental, a estomatite nicotínica não é considerada uma condição pré-cancerosa, mas os pacientes devem ter as alterações que envolvem essa área e outros sítios mucosos que possam apresentar alterações pré-cancerosas ou cancerosas cuidadosamente examinadas. Tal processo pode-se resolver com a interrupção do hábito de fumar. Alterações similares, porém mais graves, podem ser vistas em fumantes que mantêm a extremidade acesa do cigarro dentro da boca. Esse hábito, que não é raro na índia e em alguns outros países do Sudeste asiático, bem como na América do Sul, é associado ao desenvolvimento de displasia e carcinoma das células escamosas.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 15h29
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GRANULOMA PERIAPICAL (PERI0D0NTITE APICAL CRÔNICA)

O granuloma periapical surge em conseqüência da necrose da polpa dentária, sendo massa de tecido de granulação inflamado adjacente ao forame do canal radicular. O tamanho da lesão pode variar de um ligeiro espessamento do espaço do ligamento periodontal a lesões ocasionais que apresentam mais de 2 cm de diâmetro. A periferia da lesão pode ser difusa ou bem-circunscrita, com ou sem borda radiopaca. Clinicamente, a lesão pode ser assintomática ou apresentar uma dor leve ou uma sensibilidade à percussão. Como descrito nas sessões anteriores, o tratamento consiste na extração do dente afetado ou no tratamento endodôntico, que poderá ser complementado pelo procedimento endodôntico cirúrgico, se a lesão não responder à terapia convencional.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h06
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ADENOMA PLEOMÓRFICO - TUMOR MISTO

O adenoma pleomórfico é o tumor mais comum das glândulas salivares, derivando o seu nome dos vários aspectos histopatológicos observados no tumor. Histopatologicamente, ele consiste em uma proliferação encapsulada do dueto ou de células mioepiteliais, sendo sustentado por um estroma que varia de um colágeno hialinizado denso a uma substância grosseira e maldefinida. A cartilagem e o osso podem estar presentes. Os adenomas pleomórficos podem ocorrer em pacientes dentro de uma larga e variada faixa de idade a partir da segunda década de vida, e preferencialmente em mulheres. A glândula parótida é a localização mais comum, porém o tumor pode desenvolver-se em qualquer localização onde o tecido glandular esteja presente. O adenoma pleomórfico na parótida normalmente se desenvolve no lobo superficial e apresenta-se como uma tumefação firme de crescimento lento anteriormente ao ouvido. Um pequeno número de tumores desenvolve-se no lobo profundo, causando discreta assimetria facial. Entretanto, eles podem exibir tumefação na parede lateral da faringe, observada por meio do exame intra-oral. Aqueles que se desenvolvem na glândula submandibular apresentam-se como tumefações firmes, indolores na parte superior do pescoço sobre a glândula envolvida. Na boca, o local mais comum de encontrar o adenoma pleomórfico é no palato, seguido dos localizados no lábio superior e mucosa jugal. O tumor dentro da boca geralmente apresenta-se como massa submueosa firme recoberta por epitélio intacto. Ulceração pode ocorrer na superfície dos tumores grandes. Caso um componente cístico esteja presente dentro do tumor, a lesão pode apresentar-se com coloração azulada e ser indistinguível, clinicamente, de um mucocele localizado profundamente ou de um carcinoma mucoepidermóide. O tratamento do tumor consiste na sua remoção cirúrgica completa. Nas glândulas maiores, devese realizar lobectomia ou a remoção total da glândula como tratamento de escolha, para evitar a recidiva. As lesões intra-orais são tratadas melhor pela excisão cirúrgica, que inclui margem de tecido normal. Transformações malignas são raras, mas podem ocorrer em adenomas pleomórficos de longa permanência, e o tumor não deve ser considerado uma condição pré-maligna.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h16
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Estresse prejudica os dentes?

Pessoas estressadas têm mais chance de desenvolver doenças periodontais, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e publicado na edição de agosto da revista Journal of Periodontology, da Associação Norte-Americana de Periodontologia. As doenças periodontais atingem o conjunto de tecidos ao redor dos dentes, responsável por sua fixação e que inclui gengivas, ossos alveolares e fibras que ligam a raiz dental ao osso. De caráter infecto-inflamatório, as doenças periodontais podem causar destruição dos tecido ósseo e levar à perda dos dentes. Ao realizar uma revisão sistemática da literatura internacional a partir de 1990, a pesquisadora Daiane Peruzzo, do Departamento de Periodontia, encontrou 58 artigos científicos que relacionavam doenças periodontais ao estresse e a outros tipos de fatores psicossociais. Do universo de artigos considerados, 14 preencheram os pré-requisitos. Desses, a maioria indicava fortes relações entre o estresse e as patologias. Esse resultado deu fundamento ao prosseguimento do nosso estudo”, disse Daiane à Agência FAPESP. Segundo ela, os estudos indicam que um indivíduo estressado tem maior probabilidade de sofrer de doença periodontal, dependendo de como reage frente ao estresse. Foi constatado, no entanto, que pesquisadores têm elevada dificuldade para padronizar os impactos do estresse. “Há dois tipos de impacto, um biológico e um Achamos que, no aspecto biológico, o estresse crônico aumenta o nível do hormônio cortisol, aumentando a suscetibilidade a inflamações em todo o organismo”, disse Daiane. O estudo foi feito pelo grupo da FOP e dosagens hormonais dos animais foram feitas no departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “A revisão sistemática parte do universo total de artigos publicados e segue critérios rigorosos, considerando apenas aqueles que se enquadrem em determinados pré-requisitos. Ela tem alta capacidade de gerar evidências com segurança, ao contrário das revisões narrativas”, disse Daiane. Segundo a pesquisadora, a revisão sistemática correspondeu à parte inicial de um estudo em fase de finalização, que pretende avaliar todas as das relações entre estresse e doenças periodontais. Efeitos sistêmicos No aspecto comportamental, os pesquisadores mostraram que a pessoa estressada se preocupa menos com a higiene e a aumentando a probabilidade das doenças. “Além disso, fatores como fumo e diabetes também influenciam – mesmo quando não há estresse. Com o quadro de estresse, o fumante tende a fumar ainda mais e o diabético a tratar menos de sua doença”, disse Daiane. Aqueles que cuidam de familiares com doenças, como câncer e Alzheimer, por exemplo, tenderiam a sofrer mais impacto comportamental. “Eles passariam a se preocupar muito mais com os familiares, esquecendo de cuidar de sua própria alimentação e higiene. Juntando-se isso aos altos níveis de cortisol, há grande impacto na saúde bucal”, afirmou. A partir dessas evidências, os pesquisadores continuaram os estudos utilizando camundongos a fim de avaliar a influência do estresse na evolução das doenças periodontais. “Os modelos animais eram o único recurso disponível para padronizar tipos de estresse e doenças periodontais, a fim de avaliar os efeitos sistêmicos e locais entre ambos. Observamos que o estresse teve alto impacto sobre a progressão da doença periodontal”, disse. O estudo experimental, de acordo com a professora, está concluído, mas ainda aguarda aprovação para publicação em revistas científicas internacionais. “O novo estudo vai trazer algumas respostas, pois avaliou a expressão gênica em relação ao estresse sistematicamente e localmente no periodonto”, destacou. Fonte: Agência FAPESP
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 18h59
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Alveolite
 É a infecção ou a inflamação do alvéolo, que é a parte do osso mandibular ou maxilar onde se aloja o dente. Esta doença também é conhecida como Osteíte pós-operatória. Os tipos de alveolite são a seca e a purulenta (com pus); Na seca devido à ausência de coágulo de sangue após a extração do dente, normalmente de difícil manobra cirúrgica, ou quando há fratura durante o ato, o alvéolo fica “seco”. Já na purulenta acontece, quase sempre, posterior à alveolite seca devido à infecção do alvéolo, com produção de secreção purulenta. Sintomas A alveolite purulenta deixa um odor muito forte devido à presença do pus. A alveolite seca dói muito porque as terminações nervosas do alvéolo ficam expostas, a simples passagem do ar aspirado já é suficiente para causar muita dor. Causas da alveolite Alveolite Seca Falta de ponto cirúrgico, após a extração do dente, propiciando a perda do coágulo mais facilmente. O bochecho feito pelo paciente nas primeiras 24 horas após a extração do dente, fazendo com que, remova a proteção natural do alvéolo representada pelo coágulo do sangue. Dentes fraturados durante a extração. Alveolite Purulenta Pode ser ocasionada quando o alvéolo for manipulado pelo profissional com instrumento não esterilizado. Prevenção O Profissional deve cuidar rigorosamente da higiene nos procedimentos cirúrgicos, observar o estado geral da pessoa atendida e proceder às corretas manobras de manipulação cirúrgica do alvéolo do dente que está sendo tratado. O paciente também deve seguir rigorosamente o que for recomendado pelo profissional, o que evita ou minimiza os efeitos dessa infecção, que é perfeitamente controlável. Tratamento Na alveolite purulenta, é preciso eliminar os efeitos da infecção ingerindo antibióticos especificamente indicados para o caso, bem como fazer bochecho com medicamentos que contenham malva ou com a própria erva, para acelerar a recuperação e diminuir o odor causado pela fermentação de detritos e da presença de pus. Na alveolite seca, a primeira providência do paciente será de usar analgésico, respeitando as características de cada pessoa e suas limitações medicamentosas. O dentista pode fazer uma manobra para isolar o interior do alvéolo do meio bucal, impedindo a entrada de detritos alimentares e a conseqüente fermentação.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h14
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Cálculo dental

Exemplo de cálculo dental em um molar O cálculo dental pode ser visto ao longo da linha da gengiva. Cálculo ou tártaro, em odontologia, é o resultado da mineralização da placa bacteriana ou biofilme maduro. Após aproximadamente 21 dias, caso o biofilme bacteriano não seja removido, há o estabelecimento de uma comunidade estável de bactérias. O cálculo então forma-se a partir da mineralização da placa, com a participação da saliva que contém íons de cálcio, e do dente, de onde a placa retira cálcio e fosfato pela queda do pH. Os depósitos de cálculo tem sido relatados em animais livres de qualquer bactéria (animais "germ-free"), e podem ser o resultado da calcificação de proteínas salivares na superfície do dente. O cálculo dental está associado às doenças periodontais, fato considerado tanto por autores antigos, quanto pelos modernos. Apesar do cálculo não ter um efeito traumático direto sobre os tecidos periodontrais, como se acreditava anteriormente, ele funciona como um fator que propicia o acúmulo de placa bacteriana (fator primário no desenvolvimento das doenças periodontais). Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h33
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Como controlar o mau hálito.

Se você realmente deseja saber a causa de seu mau hálito, marque uma consulta com o dentista. Com uma avaliação de seu histórico médico e dentário e um exame bucal criterioso, seu dentista poderá identificar os responsáveis pelo mau hálito. As causas variam e entre elas podem estar certos alimentos, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, a má higiene bucal, doenças periodontais, o diabetes, a sensação de boca seca, infecções dos seios [maxilares/paranasais], da garganta e do pulmão, e também o abscesso pulmonar, insuficiência renal ou hepática, problemas gastrintestinais e um regime alimentar severo. Tratamento do mau hálito É importante fazer uma higiene bucal completa, em casa, três vezes por dia, escovando os dentes com um creme dental antibacteriano com flúor, usar o fio dental para remover restos alimentares e a placa bacteriana dos dentes e próteses e escovar a língua para eliminar as bactérias causadoras do mau hálito. Um estudo publicado mostra que a escovação dos dentes e da língua, combinada com o uso do fio dental, diminui significativamente o sangramento do tecido gengival em um período de duas semanas, além de reduzir também o mau hálito. 1 Outro estudo clínico realizado pelos pesquisadores da área odontológica da Universidade de Buffalo confirmou que a escovação dos dentes e da língua, duas vezes ao dia, com um creme dental antibacteriano com flúor, combinada com o uso do fio dental, pode eliminar o mau hálito2. A limpeza da língua é fundamental para manter o hálito fresco A limpeza da língua é muito importante. Depois de escovar os dentes com um creme dental antibacteriano com flúor, vire a escova e coloque o limpador de língua, localizado no dorso da cabeça da escova, na parte posterior da língua, puxando-o para a frente. Depois de raspar uma porção da língua, enxágue a boca com água para remover as bactérias causadoras do mau hálito. Em seguida, repita a operação na porção adjacente da língua. Antes de escolher os produtos de higiene bucal que ajudam a eliminar a placa bacteriana e as bactérias causadoras do mau hálito, consulte seu dentista e reveja as técnicas a serem utilizadas em casa. Além disso, pergunte ao dentista quais produtos de higiene bucal você poderia usar para ajudar a combater o mau hálito (creme dental antibacteriano com fluor, enxaguante bucal, raspadores de língua e escovas interdentais). O segredo de uma boca limpa e saudável é a higiene bucal feita em casa regularmente de acordo com as instruções e recomendações do dentista. Fonte:http://saudebucal.terra.com.br/problemas_comocontrolarmauhalito.html
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 15h33
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Placa Bacteriana

Em Odontologia, a placa bacteriana, ou biofilme, também referida como placa dental, é o acúmulo de bactérias da flora/ microbiota bucal sobre a superfície dos dentes e que é o fator determinante para que ocorra a cárie e a doença periodontal. Esse acúmulo é mais intenso nos locais onde a higiene bucal não está sendo feita de maneira adequada. Dentre os vários tipos de microrganismos presentes na placa, destaca-se o Streptococcus mutans. Este grupo de bactérias é capaz de resistir a um ambiente ácido, comum na boca de quem consome açúcar com muita freqüência, o que a favorece em uma competição com as demais bactérias que vivem na placa. O Streptococcus mutans metaboliza o açúcar consumido e produz ácidos que agem na estrutura mineral do dente, destruindo-a e formando cavidades chamadas cáries. A placa bacteriana é um meio biofilme ainda não mineralizado, mas com o decorrer do tempo, do metabolismo microbiano e alguns fatores ligados a gás carbônico, este biofilme se mineraliza aos poucos, tornando-se um cálculo dentário, também chamado de tártaro. Enquanto placa bacteriana, é possível removê-la com uma técnica de escovação adequada e freqüente, mas ao estar mineralizada, somente com instrumentos afiados para removê-la, a técnica da tartarectomia. Padrão de ecologia bacteriana A cavidade oral possui três nichos principais: Dorso da língua; Sulco gengival; Placa dental; Controle mecânico A remoção mecânica da placa pode ser realizada pelo próprio paciente (controle mecânico da placa através do autocuidado) ou pelo dentista ou higienista dental (limpeza profissional dos dentes). Sem dúvida alguma, a remoção profissional de placa através de instrumentos rotatórios, escovas de dentes e fita/fio dental, exerce impacto positivo tanto na prevalência como incidência de cárie. Esse efeito pode ser observado quando escovação e uso de fio/fita dental são realizados sob supervisão. [1] Contudo, o impacto exercido pela remoção mecânica da placa, através do autocuidado na cárie dentária é ainda incerto. Em uma revisão de 1981, BELLINI e Cols, afirmaram que, com relação à cárie, o efeito positivo da remoção de placa através da escovação só podia ser observado nas superfícies lisas e não nas superfícies com fossas e fissuras. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 11h25
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LÍNGUA PILOSA

A língua pilosa é uma condição incomum, caracterizada pelo aumento e hiperceratose das papilas filiformes, resultando em um aspecto de pêlos na língua. As papilas aumentadas usualmente apresentam pigmentação negra, marrom ou amarela, mas ocasionalmente pode ser branca. A condição é freqüentemente diagnosticada erroneamente como candidíase, mas tipicamente não responde ao tratamento com medicações antifúngicas. Essas modificações devem ser diferenciadas da língua pseudopilosa, na qual existe uma descoloração da superfície dorsal da língua, porém sem o aumento das papilas filiformes. A região mais comumente afetada é a linha média anterior às papilas circunvaladas, porém, algumas vezes, quase toda a superfície dorsal é envolvida. A maioria dos pacientes é assintomática, mas ocasionalmente pode haver queixa de irritação, restrição da fala, odor fétido ou alteração do paladar. Embora a causa ainda não tenha sido esclarecida, pode-se observar que muitos pacientes afetados fumam intensamente. A língua pilosa também tem sido relacionada ao uso de agentes oxidantes, higiene oral precária, deficiência vitamínica, distúrbios gastrintestinais, debilidade sistêmica e radioterapia, bem como, menos provavelmente, à proliferação de microrganismos ou antibioticoterapia. São várias as modalidades terapêuticas que vão desde a aplicação tópica de corticosteróides à aplicação de ácido salicílico, porém a abordagem mais comum é o uso freqüente de um raspador mecânico de língua, para promover a descamação das papilas. Recentemente, relatos de casos isolados citaram o emprego bem-sucedido da tretinoína, que se acredita diminuir a coesividade do epitélio superficial, resultando em uma descamação aumentada.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h30
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AGREGADOS LINFÓIDES HIPERPLÁSICOS

Os agregados linfóides hiperplásicos são acúmulos submucosos de tecido linfóide reativo benigno que ocorrem em locais diferentes das fauces tonsilares e das papilas foliáceas. Alguns autores referem-se a tais nódulos como tonsilas ectópicas, mas nem todos esses agregados ocorrem em pacientes com o anel linfóide de Waldeyer. Embora o tecido linfóide hiperplásico seja mais freqüente no palato mole ou orofaringe, não é incomum ser encontrado no assoalho da boca. Também têm sido relatados casos de ocorrência na mucosa jugal, gengiva e língua. O agregado linfóide típico apresenta-se como uma elevação nodular da superfície mucosa, geralmente de 3 mm de diâmetro. A coloração varia do rosa ao amarelo-claro. O aparecimento de múltiplas lesões não é raro. Ocasionalmente, os agregados linfóides desenvolvem áreas centrais de coloração amarelo-brilhante que, à biópsia, freqüentemente demonstram ser cistos. linfoepiteliais ou lojas revestidas por epitélio com ceratina descamada. Ocasionalmente, os agregados linfóides hiperplásicos isolados apresentam-se como nódulos submucosos firmes, podendo, às vezes, simular neoplasia. Muitos desses agregados aparecem na mucosa jugal. A biópsia excisional é o tratamento. de escolha para essas lesões profundas que não se resolvem por si sós.
- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h00
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