A sua Saúde Bucal tem Nome e Sobrenome!! Dr.Paulo Farah   

   
Informativo

Dente Incisivo

Os dentes incisivos são situados na parte frontal da arcada dentária, possuem forma quadrangular, e tem a função de cortar os alimentos, geralmente, os alimentos menos rígidos, dando início à preparação da função mastigatória. Os incisivos têm uma face cortante, biselada e uma só raiz.
 

Dente Molar


O dente molar é um dos primeiro dentes permanentes a erupcionar na arcada dentária, sendo também, o mais complexo na maioria dos mamíferos. O termo molar significa mó ou pedra de moinho, assim, a principal função dos dentes molares é a de triturar os alimentos. Outra função atribuída ao dente molar é que por ser o primeiro dente que erupciona na arcada dentária, é ele quem determina a chave de oclusão dentária.


Dentes Caninos



Os dentes são formações de aspecto ósseo, que têm a tarefa de apreender, moer e cortar os alimentos. O dente canino é uma espécie de dente que compõem a arcada de humanos e de alguns animais. Esses dentes possuem a forma de cone e sua função é a de perfurar os alimentos (por isso os caninos são mais desenvolvidos em certos animais carnívoros) e é, geralmente, o mais pontiagudo e comprido dos dentes.

 

 

 

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HIPOPLASIA DO ESMALTE DE NATUREZA AMBIENTAL

Certos problemas sistêmicos podem afetar os ameloblastos

e causar hipoplasia do esmalte de maior magnitude 

do que a vista na hipoplasia de Turner.

Os dentes afetados podem apresentar sulcos ou cavidades,

assim como a ausência total ou parcial do esmalte.

Nos dentes decíduos, o padrão mais comum é uma fissura

horizontal posicionada no nível da coroa que

se formou no momento do trauma. Na dentição permanente,

um dos padrões mais freqüentes 

apresenta-se como áreas de opacidade, 

cavidades alinhadas horizontalmente ou defeitos lineares 

presentes nos dentes anteriores e primeiros molares.

Esses dentes são formados no primeiro ano de vida;

se os ameloblastos são afetados, 

a hipoplasia ou hipomaturação apresentam-se no esmalte 

que estava se formando naquele momento.

O dano é bilateralmente simétrico e se correlaciona

bem com o padrão de desenvolvimento do dente envolvido.

Menos freqüentes, alterações similares do esmalte 

podem estar presentes nos pré-molares e segundos molares,

se o evento estimulador ocorre por volta dos três anos de idade.

Muitos fatores são fortemente associados

à alteração do esmalte de natureza ambiental;

mesmo antes do nascimento, alguns fatores

podem ser associados à prevalência aumentada da condição,

entre os quais história de mães fumantes, 

obesidade pré-gestacional e cuidados pré-natais inadequados.

Prematuridade, baixo peso ao nascimento 

e intubação prolongada do bebê também são relacionados.

Após o nascimento, infecções (especialmente as doenças exantematosas),

má nutrição, doenças cardíacas congênitas e desordens renais,

hipocalcemia, hiperbilirrubinemia, exposições

significativas à tetraciclina, 

terapia antineoplásica ou excesso de flúor

podem levar à hipoplasia do esmalte. 

O tratamento consiste em reparar os dentes alterados 

com resinas estéticas, até que completem totalmente sua erupção,

e depois, avaliar se restaurações adicionais 

são necessárias por razões estéticas e funcionais.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 19h41
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GRANULOMA PIOGÊNICO

O granuloma piogênico na cavidade bucal é um crescimento 

reacional relativamente comum, semelhante a um tumor que ocorre

como resultado de uma irritação local. Ele pode ocorrer

em qualquer idade, mas parece ser bem mais freqüente

em adolescentes e adultos jovens. O granuloma piogênico pode,

também, desenvolver-se em qualquer local da cavidade oral,

porém a gengiva é o sítio mais comum. Clinicamente,

ele apresenta-se como massa tecidual pedunculada ou séssil que varia,

em tamanho, desde uns poucos milímetros até diversos

centímetros em determinados casos. A massa é, 

caracteristicamente, vermelha e altamente vascularizada, 

mostrando tendência a sangramento em alguns casos.

A superfície epitelial normalmente encontra-se ulcerada,

mas a lesão é geralmente indolor. Algumas vezes,

a massa tecidual exibe crescimento rápido,

podendo ser alarmante clinicamente.

 

O granuloma piogênico é mais comum em mulheres do que em homens,

especialmente durante a gravidez, presumivelmente por causa

de uma exacerbada resposta tecidual diante das alterações hormonais.

Tem sido, algumas vezes, chamado "tumor 

da gravidez" ou "granuloma gravidarum", mas é,

clínica e histopatologicamente, 

idêntico às lesões de mulheres não-gestantes.

 

O tratamento para o granuloma piogênico 

consiste na excisão cirúrgica local.

Para as lesões gengivais, é desejável 

que se excise a lesão abaixo do periósteo e realize 

raspagem dos dentes adjacentes, para remover

algum cálculo e placa que possam ser fontes de irritação.

A recorrência é, ocasionalmente, observada.

Quando não-removidos, alguns granulomas piogênicos sofrem,

eventualmente, maturação fibrosa e lembram um fibroma.

Para mulheres gestantes, é geralmente indicado

esperar até o parto antes da remoção cirúrgica,

em virtude de uma grande tendência à recorrência

da lesão durante a gravidez. Em alguns casos,

a lesão regride espontaneamente após a paciente ter parido.


 

 



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 11h47
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NEOPLASMAS METASTÁTICOS

Os cânceres metastáticos na cavidade oral derivam 

de outros cânceres, localizados em sítios primários distantes,

disseminados por via hematogênica.

Acredita-se que isso ocorra através de

um grupamento de veias paravertebrais, chamado plexo de Batson, 

que permitiria que as células cancerosas se desviassem dos pulmões

e prosseguissem pelo sistema arterial. 

A maioria das pessoas com metástase intra-oral tem idade mais avançada,

porém a metástase pode ocorrer em cânceres 

de crianças e de adultos jovens. 

Quase todo tipo de câncer, como os sarcomas,

pode ocasionar metástase oral, contudo os tipos 

de carcinoma mais comumente relacionados são o dos pulmões,

o da mama, o do cólon e o da próstata.

 

As metástases orais são expressas de várias maneiras.

A apresentação mais comum é a de uma lesão

destrutiva com seu contorno maldefinido, 

na região posterior da mandíbula. 

Pode haver fratura patológica. Os dentes poderão ser perdidos,

se o osso alveolar for envolvido, 

e a doença metastática pode simular 

uma inflamação periodontal com perda óssea. 

O processo pode, ocasionalmente, causar extrusão dentária. 

Alguns tipos de câncer, como o da mama, 

o da próstata, o da tireóide e o dos pulmões,

podem induzir a uma neoformação óssea,

conferindo à lesão um aspecto misto radiotransparente/radiopaco.

O paciente pode, ainda, queixar-se de parestesia

e dor no lábio inferior: em alguns casos, 

a dor pode ser o sintoma inicial, 

sem que haja alteração no exame radiográfico odontológico.

 

Pode ou não ocorrer tumefação.

A maxila é muito menos envolvida, 

mas os sinais e sintomas podem ser os mesmos.

Extrações dentárias em uma área envolvida insuspeita

podem resultar na proliferação do tumor para fora do alvéolo.

 

O envolvimento dos tecidos moles pode, também, ocorrer.

A gengiva e a mucosa alveolar são os sítios 

de tecidos moles mais comuns, seguidos da língua. 

Nessas áreas, as lesões freqüentemente

surgem muito semelhantes a uma lesão reacional, 

como o granuloma piogênico. A metástase para a boca pode ser

o primeiro sinal indicativo de câncer, 

sem que o paciente saiba a respeito da existência do tumor primário. 

O prognóstico é ruim, porque a metástase 

é uma indicação da disseminação da doença.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h22
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QUEILOSE ACTÍNICA (CERATOSE ACTÍNICA DO LÁBIO)

A queilose actínica é uma alteração da mucosa labial que,

microscopicamente, varia de uma hiperceratose com degeneração

do tecido conjuntivo superficial até níveis significativos

de displasia epitelial. Desenvolve-se, com mais freqüência,

em pessoas de pele clara e que tenham sido expostas 

à radiação ultravioleta por um longo prazo. Existe analogia 

com a ceratose actínica da pele, e a importância disso

é o potencial de evolução para um carcinoma das células escamosas.

Esse processo ocorre lentamente, sendo visto em adultos.

As alterações iniciais consistem em palidez 

e perda da definição precisa entre a mucosa e a pele do lábio.

À medida que o processo evolui, a mucosa vai 

tornando-se eritematosa, e, eventualmente, discretas

áreas esbranquiçadas e avermelhadas podem ser observadas.

Areas espessadas podem-se tornar escamosas.

As ulcerações podem ser formadas espontaneamente 

ou como resultado de trauma, podendo evoluir para um carcinoma 

das células escamosas. O tratamento vai depender 

tanto da extensão das alterações clínicas quanto das microscópicas.

As alterações iniciais são freqüentemente identificáveis,

e um protetor solar é usado para atenuar ou paralisar o processo.

Entretanto, existindo lesão celular, ela provavelmente

será permanente. O critério de quando realizar uma biópsia 

não é bem-definido, mas a biópsia deve ser realizada tão 

logo discretas alterações estejam presentes.

Mesmo alterações clínicas sutis podem conter 

um carcinoma das células escamosas.

O tratamento inclui excisão cirúrgica, criocirurgia,

cirurgia com laser de dióxido de carbono e utilização 

tópica de agentes quimioterápicos para câncer, 

como o 5-fluorouracil. A presença de um carcinoma 

das células escamosas modifica a terapia.



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 12h41
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FIBROSE SUBMUCOSA ORAL

A fibrose submucosa oral é uma desordem crônica, inflamatória,

progressiva, sendo associada ao contato crônico da mucosa oral 

com condimentos picantes e com o hábito de mascar bétel,

uma combinação de noz-de-areca, cal apagada e que pode conter,

ainda, ervas nativas e tabaco. A mistura final parece 

ser o agente etiológico principal.

A predisposição genética também pode ter o seu papel

A referida condição foi vista, inicialmente,

em pessoas da índia e Sudeste asiático, 

onde o consurr das citadas substâncias é comum.

 

Existe uma predileção pelo sexo feminino,

e o consumo do bétel pode iniciar-se ainda na infância 

As localizações comuns envolvem a mucosa jugal, 

os lábios e o palato mole. Ocasionalmente,

a língua e a faringe podem ser acometidas.

A mucosa torna-se inflamada, e ulcerações e vesículas

podem-se desenvolver. Com o contato continuado,

o tecido apresenta-se manchado,

e áreas de ceratinização podem ocorrer.

Os pacientes podem-se queixar de uma sensação de queimação,

dor e xerostomia. Com o uso continuado, 

o tecido conjuntivo nos sítios expostos torna-se fibrótico 

e com aspecto cicatricial, ocorrendo, também,

uma limitação da movimentação desses tecidos, 

o que reduz a capacidade de abrir a boca.

Os dentes podem apresentar manchas 

devido à folha de bétel (ver Fig. 2.17).

 

Os danos aos tecidos parecem ser permanentes 

mesmo após a interrupção do consumo dos referidos agentes.

O tratamento consiste na clivagem cirúrgica

dos feixes fibrosos com a remoção da áreas 

com aspecto de cicatrizes, aplicação 

de corticosteróides intralesionais e sistêmicos,

para impedir o processo inflamatório 

e a formação de cicatrizes, bem como 

a aplicação intralesional de enzimas proteolíticas, 

a fim de tratar a fibrose. As pessoas que possuem 

essa condição apresentam maior prevalência

de carcinoma das células escamosas.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h14
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ESTOMATITE NICOTÍNICA

A estomatite nicotínica é um espessamento benigno da mucosa oral 

tipicamente associado ao fumo.

Normalmente é encontrada em fumantes de cachimbo,

mas também pode-se desenvolver em

fumantes de cigarro e charuto. 

Também pode ocorrer em pessoas que usualmente ingerem bebidas muito quentes

e não consomem nenhuma forma de tabaco. 

As alterações desenvolvem-se tipicamente as

no palat0 duro e no Palat0 mole mas raramente

ocorrem no trígono retromolar e na região posterior

da mucosa jugal. O seu aspecto típico é a presença

de múltiplas pápulas circulares esbranquiçadas,

com o centro vermelho e que pode estar ligeiramente deprimido.

As porções eritematosas constituem

os orifícios dilatados do dueto das glândulas salivares

que estão inflamados e apresentando metaplasia escamosa.

A área esbranquiçada circundante representa hiperceratose.

Os nódulos são inicialmente separados por uma mucosa normal,

mas esses nódulos coalescem, resultando em uma área brancacenta 

difusa com pontos eritematosos disseminados. As alterações 

podem-se estender à gengiva, na qual o tecido pode apresentar-se espesso

e esbranquiçado. A ceratose pode ser lisa ou fissurada.

No mundo ocidental, a estomatite nicotínica não é considerada

uma condição pré-cancerosa, mas os pacientes devem 

ter as alterações que envolvem essa área e outros 

sítios mucosos que possam apresentar alterações 

pré-cancerosas ou cancerosas cuidadosamente examinadas.

Tal processo pode-se resolver com a interrupção do hábito de fumar. 

Alterações similares, porém mais graves, podem 

ser vistas em fumantes que mantêm a extremidade 

acesa do cigarro dentro da boca. Esse hábito,

que não é raro na índia e em alguns outros países do Sudeste asiático,

bem como na América do Sul, é associado ao 

desenvolvimento de displasia e carcinoma das células escamosas.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 15h29
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GRANULOMA PERIAPICAL (PERI0D0NTITE APICAL CRÔNICA)

O granuloma periapical surge em conseqüência 

da necrose da polpa dentária, sendo massa 

de tecido de granulação inflamado adjacente 

ao forame do canal radicular. O tamanho da lesão

pode variar de um ligeiro espessamento do espaço

do ligamento periodontal a lesões ocasionais 

que apresentam mais de 2 cm de diâmetro. 

A periferia da lesão pode ser difusa ou bem-circunscrita, 

com ou sem borda radiopaca. Clinicamente,

a lesão pode ser assintomática ou apresentar

uma dor leve ou uma sensibilidade à percussão.

Como descrito nas sessões anteriores,

o tratamento consiste na extração do dente 

afetado ou no tratamento endodôntico,

que poderá ser complementado pelo procedimento 

endodôntico cirúrgico, se a lesão

não responder à terapia convencional.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h06
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ADENOMA PLEOMÓRFICO - TUMOR MISTO

O adenoma pleomórfico é o tumor mais comum das glândulas salivares,

derivando o seu nome dos vários aspectos histopatológicos 

observados no tumor. Histopatologicamente, ele consiste 

em uma proliferação encapsulada do dueto ou de células mioepiteliais,

sendo sustentado por um estroma que varia de um colágeno 

hialinizado denso a uma substância grosseira e maldefinida.

A cartilagem e o osso podem estar presentes.

 

Os adenomas pleomórficos podem ocorrer em pacientes dentro 

de uma larga e variada faixa de idade a partir 

da segunda década de vida, e preferencialmente em mulheres.

A glândula parótida é a localização mais comum, 

porém o tumor pode desenvolver-se em qualquer 

localização onde o tecido glandular esteja presente.

O adenoma pleomórfico na parótida normalmente 

se desenvolve no lobo superficial e apresenta-se

como uma tumefação firme de crescimento lento anteriormente

ao ouvido. Um pequeno número de tumores desenvolve-se no

lobo profundo, causando discreta assimetria facial.

Entretanto, eles podem exibir tumefação na parede 

lateral da faringe, observada por meio do exame intra-oral.

Aqueles que se desenvolvem na glândula submandibular 

apresentam-se como tumefações firmes, indolores na

parte superior do pescoço sobre a glândula envolvida.

 

Na boca, o local mais comum de encontrar 

o adenoma pleomórfico é no palato, seguido dos localizados 

no lábio superior e mucosa jugal. O tumor dentro da boca geralmente

apresenta-se como massa submueosa firme

recoberta por epitélio intacto.

Ulceração pode ocorrer na superfície dos tumores grandes.

Caso um componente cístico esteja presente dentro do tumor,

a lesão pode apresentar-se com coloração

azulada e ser indistinguível, clinicamente,

de um mucocele localizado profundamente

ou de um carcinoma mucoepidermóide.

 

O tratamento do tumor consiste na sua remoção cirúrgica completa.

Nas glândulas maiores, devese realizar lobectomia 

ou a remoção total da glândula como tratamento de escolha,

para evitar a recidiva. As lesões intra-orais são tratadas

melhor pela excisão cirúrgica, que inclui margem de tecido normal.

Transformações malignas são raras, mas podem ocorrer

em adenomas pleomórficos de longa permanência, 

e o tumor não deve ser considerado uma condição pré-maligna.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 08h16
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Estresse prejudica os dentes?

Pessoas estressadas têm mais chance de 

desenvolver doenças periodontais,

de acordo com um estudo realizado por pesquisadores 

da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP),

da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),

e publicado na edição de agosto da revista Journal of Periodontology,

da Associação Norte-Americana de Periodontologia.

As doenças periodontais atingem o conjunto de tecidos ao redor dos dentes, 

responsável por sua fixação e que inclui gengivas, 

ossos alveolares e fibras que ligam a raiz dental ao osso. 

De caráter infecto-inflamatório, as doenças periodontais 

podem causar destruição dos tecido ósseo e levar à perda dos dentes.

Ao realizar uma revisão sistemática da literatura internacional 

a partir de 1990, a pesquisadora Daiane Peruzzo, 

do Departamento de Periodontia, encontrou 

58 artigos científicos que relacionavam doenças

periodontais ao estresse e a outros tipos de fatores psicossociais.

Do universo de artigos considerados, 14 preencheram os pré-requisitos.

Desses, a maioria indicava fortes

relações entre o estresse e as patologias.

Esse resultado deu fundamento ao prosseguimento do nosso estudo”,

disse Daiane à Agência FAPESP.

Segundo ela, os estudos indicam que um indivíduo 

estressado tem maior probabilidade de sofrer de doença periodontal, 

dependendo de como reage frente ao estresse. 

Foi constatado, no entanto, que pesquisadores

têm elevada dificuldade para padronizar os impactos do estresse.

“Há dois tipos de impacto, um biológico e um 

Achamos que, no aspecto biológico, 

o estresse crônico aumenta o nível do hormônio cortisol,

aumentando a suscetibilidade

a inflamações em todo o organismo”, disse Daiane.

O estudo foi feito pelo grupo da FOP e dosagens hormonais 

dos animais foram feitas no departamento

de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“A revisão sistemática parte do universo total de artigos publicados

e segue critérios rigorosos, 

considerando apenas aqueles que se enquadrem 

em determinados pré-requisitos. Ela tem alta

capacidade de gerar evidências com segurança,

ao contrário das revisões narrativas”, disse Daiane.

Segundo a pesquisadora, a revisão sistemática

correspondeu à parte inicial de um estudo em fase de finalização,

que pretende avaliar todas as 

das relações entre estresse e doenças periodontais.

Efeitos sistêmicos

No aspecto comportamental,

os pesquisadores mostraram que a pessoa estressada 

se preocupa menos com a higiene e a 

aumentando a probabilidade das doenças. “Além disso,

fatores como fumo e diabetes também 

influenciam – mesmo quando não há estresse.

Com o quadro de estresse, o fumante tende a 

fumar ainda mais e o diabético a tratar 

menos de sua doença”, disse Daiane.

Aqueles que cuidam de familiares com doenças, 

como câncer e Alzheimer, por exemplo, 

tenderiam a sofrer mais impacto comportamental.

“Eles passariam a se preocupar muito mais com os familiares,

esquecendo de cuidar de sua própria alimentação e higiene.

Juntando-se isso aos altos níveis de cortisol, 

há grande impacto na saúde bucal”, afirmou.

A partir dessas evidências, os pesquisadores 

continuaram os estudos utilizando camundongos 

a fim de avaliar a influência do estresse

na evolução das doenças periodontais.

“Os modelos animais eram o único recurso 

disponível para padronizar tipos de estresse e doenças periodontais,

a fim de avaliar os efeitos sistêmicos e locais entre ambos. 

Observamos que o estresse teve alto impacto sobre 

a progressão da doença periodontal”, disse.

O estudo experimental, de acordo com a professora,

está concluído, mas ainda aguarda aprovação

para publicação em revistas científicas internacionais.

“O novo estudo vai trazer algumas respostas,

pois avaliou a expressão gênica em relação 

ao estresse sistematicamente e localmente no periodonto”, destacou.

 

Fonte: Agência FAPESP




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 18h59
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Alveolite

  

É a infecção ou a inflamação do alvéolo, 

que é a parte do osso mandibular ou maxilar onde se aloja o dente. 

Esta doença também é conhecida como Osteíte pós-operatória.

Os tipos de alveolite são a seca e a purulenta (com pus);

Na seca devido à ausência de coágulo de sangue 

após a extração do dente, normalmente de difícil 

manobra cirúrgica, ou quando há fratura durante o ato,

o alvéolo fica “seco”. Já na purulenta acontece,

quase sempre, posterior à alveolite seca 

devido à infecção do alvéolo, com produção de secreção purulenta. 

 

Sintomas 

 

A alveolite purulenta deixa um odor muito forte

devido à presença do pus. A alveolite seca

dói muito porque as terminações nervosas do alvéolo ficam expostas,

a simples passagem do ar aspirado 

já é suficiente para causar muita dor. 

 

Causas da alveolite 

 

Alveolite Seca 

 

Falta de ponto cirúrgico, após a extração do dente,

propiciando a perda do coágulo mais facilmente. 

O bochecho feito pelo paciente nas primeiras 

24 horas após a extração do dente, fazendo com que,

remova a proteção natural do alvéolo 

representada pelo coágulo do sangue. 

Dentes fraturados durante a extração. 

 

Alveolite Purulenta 

 

Pode ser ocasionada quando o alvéolo 

for manipulado pelo profissional com instrumento não esterilizado. 

 

Prevenção 

 

O Profissional deve cuidar rigorosamente da higiene

nos procedimentos cirúrgicos, observar o estado geral

da pessoa atendida e proceder às corretas manobras de manipulação

cirúrgica do alvéolo do dente que está sendo tratado. 

O paciente também deve seguir rigorosamente o que for 

recomendado pelo profissional,

o que evita ou minimiza os efeitos dessa infecção, 

que é perfeitamente controlável. 

 

Tratamento 

 

Na alveolite purulenta, é preciso eliminar 

os efeitos da infecção ingerindo antibióticos 

especificamente indicados para o caso, bem como fazer bochecho

com medicamentos que contenham malva ou com a própria erva,

para acelerar a recuperação e diminuir 

o odor causado pela fermentação de detritos e da presença de pus.

Na alveolite seca, a primeira providência do paciente

será de usar analgésico, respeitando as características 

de cada pessoa e suas limitações medicamentosas.

O dentista pode fazer uma manobra para isolar

o interior do alvéolo do meio bucal,

impedindo a entrada de detritos

alimentares e a conseqüente fermentação.

 



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h14
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Cálculo dental

Exemplo de cálculo dental em um molar

O cálculo dental pode ser visto ao longo da linha da gengiva.

Cálculo ou tártaro, em odontologia, 

é o resultado da mineralização da placa bacteriana ou biofilme maduro.

Após aproximadamente 21 dias, 

caso o biofilme bacteriano não seja removido, 

há o estabelecimento de uma comunidade estável de bactérias.

O cálculo então forma-se a partir da mineralização da placa,

com a participação da saliva que contém íons de cálcio,

e do dente, de onde a placa retira cálcio e fosfato pela queda do pH.

Os depósitos de cálculo tem sido relatados 

em animais livres de qualquer bactéria 

(animais "germ-free"), e podem ser o resultado 

da calcificação de proteínas salivares na superfície do dente.

O cálculo dental está associado às doenças periodontais,

fato considerado tanto por autores antigos, quanto pelos modernos.

Apesar do cálculo não ter um efeito traumático 

direto sobre os tecidos periodontrais, 

como se acreditava anteriormente, 

ele funciona como um fator que propicia o acúmulo de placa bacteriana 

(fator primário no desenvolvimento das doenças periodontais).

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h33
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Como controlar o mau hálito.

 

Se você realmente deseja saber a causa de seu mau hálito,

marque uma consulta com o dentista. 

Com uma avaliação de seu histórico médico e dentário

e um exame bucal criterioso, seu dentista 

poderá identificar os responsáveis pelo mau hálito.

As causas variam e entre elas podem estar certos alimentos,

a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, a má higiene bucal, 

doenças periodontais, o diabetes, a sensação de boca seca,

infecções dos seios [maxilares/paranasais],

da garganta e do pulmão, e também o abscesso pulmonar,

insuficiência renal ou hepática,

problemas gastrintestinais e um regime alimentar severo.

Tratamento do mau hálito

É importante fazer uma higiene bucal completa, em casa,

três vezes por dia, escovando os dentes com um creme dental

antibacteriano com flúor, usar o fio dental

para remover restos alimentares e 

a placa bacteriana dos dentes e próteses e escovar 

a língua para eliminar as bactérias causadoras do mau hálito.

Um estudo publicado mostra que a escovação dos dentes e da língua,

combinada com o uso do fio dental, 

diminui significativamente o sangramento do tecido gengival 

em um período de duas semanas, além de reduzir também o mau hálito.

 

1 Outro estudo clínico realizado pelos pesquisadores 

da área odontológica da Universidade de Buffalo confirmou 

que a escovação dos dentes e da língua, duas vezes ao dia,

com um creme dental antibacteriano com flúor, 

combinada com o uso do fio dental, pode eliminar o mau hálito2.

 

A limpeza da língua é fundamental para manter o hálito fresco 

 

A limpeza da língua é muito importante.

 

Depois de escovar os dentes com um creme dental antibacteriano com flúor,

vire a escova e coloque o limpador de língua, 

localizado no dorso da cabeça da escova,

na parte posterior da língua, puxando-o para a frente.

Depois de raspar uma porção da língua, 

enxágue a boca com água para remover as bactérias causadoras do mau hálito.

Em seguida, repita a operação na porção adjacente da língua.

 

Antes de escolher os produtos de higiene bucal

que ajudam a eliminar a placa bacteriana

e as bactérias causadoras do mau hálito, 

consulte seu dentista e reveja as técnicas a serem utilizadas em casa.

Além disso, pergunte ao dentista quais produtos 

de higiene bucal você poderia usar para ajudar

a combater o mau hálito (creme dental antibacteriano com fluor,

enxaguante bucal, raspadores de língua e escovas interdentais).

 

O segredo de uma boca limpa e saudável 

é a higiene bucal feita em casa regularmente 

de acordo com as instruções e recomendações do dentista.

 

Fonte:http://saudebucal.terra.com.br/problemas_comocontrolarmauhalito.html


 



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 15h33
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Placa Bacteriana

Em Odontologia, a placa bacteriana, ou biofilme, também referida como placa dental,

é o acúmulo de bactérias da flora/ microbiota bucal sobre a superfície dos dentes 

e que é o fator determinante para que ocorra a cárie e a doença periodontal.

Esse acúmulo é mais intenso nos locais 

onde a higiene bucal não está sendo feita de maneira adequada.

Dentre os vários tipos de microrganismos presentes na placa, 

destaca-se o Streptococcus mutans. 

Este grupo de bactérias é capaz de resistir a um ambiente ácido, 

comum na boca de quem consome açúcar com muita freqüência, 

o que a favorece em uma competição com as demais bactérias que vivem na placa.

O Streptococcus mutans metaboliza o açúcar 

consumido e produz ácidos que agem na estrutura mineral do dente, 

destruindo-a e formando cavidades chamadas cáries.

A placa bacteriana é um meio biofilme ainda não mineralizado,

mas com o decorrer do tempo, 

do metabolismo microbiano e alguns fatores ligados a gás carbônico,

este biofilme se mineraliza aos poucos, tornando-se um cálculo dentário,

também chamado de tártaro. Enquanto placa bacteriana, 

é possível removê-la com uma técnica de escovação adequada e freqüente,

mas ao estar mineralizada, somente com instrumentos afiados para removê-la,

a técnica da tartarectomia.

 

Padrão de ecologia bacteriana

A cavidade oral possui três nichos principais:

Dorso da língua;

Sulco gengival;

Placa dental;

 

Controle mecânico

 

A remoção mecânica da placa pode ser realizada pelo próprio paciente

(controle mecânico da placa através do autocuidado)

ou pelo dentista ou higienista dental (limpeza profissional dos dentes).

Sem dúvida alguma, a remoção profissional de placa através de instrumentos rotatórios, 

escovas de dentes e fita/fio dental, 

exerce impacto positivo tanto na prevalência como incidência de cárie.

Esse efeito pode ser observado quando escovação

 e uso de fio/fita dental são realizados sob supervisão.

[1] Contudo, o impacto exercido pela remoção mecânica da placa,

através do autocuidado na cárie dentária é ainda incerto.

Em uma revisão de 1981, BELLINI e Cols, afirmaram que,

com relação à cárie, o efeito positivo da remoção 

de placa através da escovação só podia ser observado

nas superfícies lisas e não nas superfícies com fossas e fissuras.

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

 



- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 11h25
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LÍNGUA PILOSA

A língua pilosa é uma condição incomum,

caracterizada pelo aumento e hiperceratose das papilas

 

filiformes, resultando em um aspecto de pêlos na língua.

As papilas aumentadas usualmente

 

apresentam pigmentação negra, marrom ou amarela,

mas ocasionalmente pode ser branca. 

A condição é freqüentemente diagnosticada erroneamente

como candidíase, mas tipicamente não responde ao tratamento

com medicações antifúngicas. 

Essas modificações devem ser diferenciadas da língua pseudopilosa,

na qual existe uma descoloração da superfície dorsal da língua,

porém sem o aumento das papilas filiformes.

A região mais comumente afetada é a linha média anterior às papilas circunvaladas,

porém, algumas vezes, quase toda a superfície dorsal é envolvida.

A maioria dos pacientes é assintomática, 

mas ocasionalmente pode haver queixa de irritação, restrição da fala,

 odor fétido ou alteração do paladar.

 

Embora a causa ainda não tenha sido esclarecida,

pode-se observar que muitos pacientes afetados fumam intensamente.

A língua pilosa também tem sido relacionada ao uso de agentes oxidantes,

higiene oral precária, deficiência vitamínica, 

distúrbios gastrintestinais, debilidade sistêmica e radioterapia,

bem como, menos provavelmente, à proliferação de microrganismos

ou antibioticoterapia. São várias as modalidades 

terapêuticas que vão desde a aplicação tópica de corticosteróides 

à aplicação de ácido salicílico, porém a abordagem 

mais comum é o uso freqüente de um raspador mecânico de língua,

para promover a descamação das papilas. Recentemente, 

relatos de casos isolados citaram o emprego bem-sucedido da tretinoína, 

que se acredita diminuir a coesividade do epitélio superficial, 

resultando em uma descamação aumentada.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h30
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AGREGADOS LINFÓIDES HIPERPLÁSICOS

Os agregados linfóides hiperplásicos são acúmulos

submucosos de tecido linfóide reativo benigno

que ocorrem em locais diferentes das fauces 

tonsilares e das papilas foliáceas. 

Alguns autores referem-se a tais nódulos como tonsilas ectópicas,

mas nem todos esses agregados ocorrem em pacientes 

com o anel linfóide de Waldeyer. Embora 

o tecido linfóide hiperplásico seja mais 

freqüente no palato mole ou orofaringe, 

não é incomum ser encontrado no assoalho da boca.

Também têm sido relatados 

casos de ocorrência na mucosa jugal, gengiva e língua.

 

O agregado linfóide típico apresenta-se 

como uma elevação nodular da superfície mucosa,

geralmente de 3 mm de diâmetro. 

A coloração varia do rosa ao amarelo-claro.

O aparecimento de múltiplas lesões não é raro.

Ocasionalmente, os agregados linfóides

desenvolvem áreas centrais 

de coloração amarelo-brilhante que,

à biópsia, freqüentemente demonstram ser cistos.

linfoepiteliais ou lojas revestidas 

por epitélio com ceratina descamada.

Ocasionalmente, os agregados linfóides hiperplásicos

isolados apresentam-se como nódulos submucosos firmes,

podendo, às vezes, simular neoplasia.

Muitos desses agregados aparecem 

na mucosa jugal. A biópsia excisional é o tratamento.

de escolha para essas lesões profundas

que não se resolvem por si sós.




- Postado por: Dr. Paulo.Farah às 10h00
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